Baixar a ficha em PDF
Preencha nome e telefone e o botão de download aparece na hora, sem sair da página e sem passar por e-mail.
O que vem na ficha
O modelo tem duas páginas no formato A4, para imprimir frente e verso. Ele é dividido em seis blocos numerados, mais o termo de consentimento. Abaixo está o conteúdo completo do arquivo, bloco por bloco, para você conferir antes de baixar.
1. Identificação
O bloco de abertura. Dados de contato e a informação de emergência, que quase ninguém coleta e faz falta na hora errada.
- Nome completo
- Data de nascimento
- CPF
- Telefone / WhatsApp
- Profissão
- Indicado por
- Endereço
- Cidade / UF
- Em caso de emergência, avisar
- Telefone do contato de emergência
2. Queixa principal
Campo aberto, com uma orientação impressa na própria ficha: anote com as palavras do paciente, não com a sua tradução clínica. A frase dói quando tomo água gelada guarda a informação de que a dor vem do frio. Sensibilidade ao frio não guarda.
3. História da queixa
Sete perguntas que reconstroem a linha do tempo do problema. É o bloco que mais muda conduta e o que mais some das fichas improvisadas.
- Quando começou?
- Como começou? Teve algum gatilho?
- Piorou, melhorou ou está igual?
- O que alivia?
- O que piora?
- Já tratou antes? Com quem, e o que aconteceu?
4. Histórico de saúde
Nove perguntas de sim ou não, seguidas dos campos abertos sobre medicação. As caixas de marcar deixam a leitura rápida na hora do atendimento.
- Tem alguma doença diagnosticada?
- Diabetes
- Pressão alta
- Problema de coração
- Doença autoimune
- Já fez alguma cirurgia?
- Tem alergia a algum medicamento?
- Tem alergia a algum alimento ou material?
- Está grávida ou amamentando?
A regra das três perguntas
Pergunte de medicamento três vezes, de três jeitos. Muita gente responde não na primeira e sim na terceira, porque não considera suplemento e chá como remédio. Por isso a ficha traz quatro campos separados de medicação.
- Toma algum remédio de uso contínuo? Quais e há quanto tempo?
- Usa vitamina ou suplemento?
- Toma chá ou algum remédio natural?
- Usa anticoagulante (remédio para afinar o sangue)?
5. Histórico familiar
Serve para você saber o que investigar com mais atenção, não para diagnosticar. Quatro marcações e um campo aberto.
- Diabetes na família
- Pressão alta na família
- Problema cardíaco na família
- Câncer na família
- Outros
6. Hábitos de vida
O bloco que explica por que um tratamento tecnicamente correto não responde como deveria. Fecha com o campo de observações do profissional.
- Fuma?
- Bebe? Com que frequência?
- Pratica atividade física? Qual e quantas vezes por semana?
- Como está o sono? Quantas horas dorme?
- Como é a alimentação num dia normal?
- Nível de estresse no dia a dia
- Observações do profissional
Perguntas por especialidade
O modelo geral cobre o que toda especialidade precisa. O que muda de área para área são as perguntas que evitam problema específico. O PDF traz um anexo por especialidade, uma página cada, para imprimir junto com o modelo geral. Abaixo está o conteúdo de cada anexo.
Odontologia
Em odontologia a anamnese decide se dá para operar hoje. Anticoagulante muda a conduta na exodontia, bifosfonato levanta risco de osteonecrose da mandíbula e prótese valvar pode exigir profilaxia antibiótica antes do procedimento. O bloco de saúde bucal registra o que o paciente sente e você ainda não viu.
- Usa anticoagulante?
- Usa bifosfonato (remédio comum para osteoporose)?
- Tem prótese valvar ou problema de coração?
- Já teve reação a anestesia? Qual?
- Faz uso de corticoide?
- Já fez radioterapia de cabeça ou pescoço?
- A gengiva sangra ao escovar?
- Range ou aperta os dentes, principalmente à noite?
- Sente estalo ou dor na articulação da mandíbula?
- Tem sensibilidade a frio, calor ou doce?
- Respira pela boca?
- Usa fio dental? Quantas vezes escova por dia?
- Já usou aparelho ortodôntico?
- Usa prótese, implante ou placa?
- Quando foi a última consulta odontológica?
- Tem medo de dentista?
Estética e harmonização orofacial
Aqui a anamnese é uma lista de contraindicação. Gravidez, isotretinoína recente, doença autoimune e tendência a queloide adiam ou cancelam procedimento. O histórico de preenchimento importa porque produto antigo na região muda a técnica, e herpes labial recorrente pede profilaxia antes da aplicação no lábio.
- Está grávida, amamentando ou planejando engravidar?
- Usa ou usou isotretinoína (remédio forte para acne) nos últimos 6 meses?
- Tem doença autoimune?
- Usa anticoagulante?
- Tem tendência a queloide (cicatriz que cresce demais)?
- Tem herpes labial recorrente?
- Tem marca-passo ou implante metálico?
- Já fez preenchimento? Com qual produto e há quanto tempo?
- Já aplicou toxina botulínica? Quando foi a última?
- Já fez fio de sustentação, laser ou peeling?
- Teve alguma intercorrência em procedimento anterior?
- Já fez cirurgia plástica na região?
- Usa protetor solar diariamente?
- Exposição ao sol: pouca, média ou muita?
- Usa ácido ou algum ativo na pele? Quais?
- Fototipo da pele
- Qual é a sua principal queixa estética?
- Qual resultado você espera deste procedimento?
Podologia
O pé diabético é o motivo desse anexo existir. Diabetes mal controlado com perda de sensibilidade transforma um corte pequeno em ferida que não fecha, e o paciente não sente para avisar. Circulação, cicatrização e rotina de calçado explicam a queixa que trouxe ele até a cadeira.
- Tem diabetes? Há quanto tempo e como está o controle?
- Sente formigamento ou perda de sensibilidade nos pés?
- Tem problema de circulação ou varizes?
- Os pés incham no fim do dia?
- Já teve ferida no pé que demorou a cicatrizar?
- Usa anticoagulante?
- Tem unha encravada? Em qual dedo, e há quanto tempo?
- Tem micose, calo ou rachadura?
- Quantas horas por dia fica em pé?
- Que tipo de calçado usa no dia a dia?
- Pratica corrida ou esporte de impacto?
- Costuma cortar as unhas sozinho? Como?
- Já fez tratamento podológico antes?
Fisioterapia
Cirurgia anterior, prótese metálica e marca-passo limitam recurso terapêutico, da eletroterapia à mobilização. Formigamento, perda de força e dor que irradia apontam envolvimento neural e mudam o plano. A nota de dor de 0 a 10 na primeira sessão é o que permite provar evolução depois.
- Já fez cirurgia na região? Quando?
- Tem prótese, placa ou pino?
- Tem marca-passo?
- Sente formigamento ou perda de força?
- A dor irradia para algum lugar? Para onde?
- Trouxe exame de imagem? Qual e de quando?
- Intensidade da dor hoje, de 0 a 10
- A dor é constante ou vai e volta?
- Em que momento do dia piora?
- O que você deixou de fazer por causa dela?
- Como é o seu trabalho: sentado, em pé, carregando peso?
- Pratica atividade física? Qual e com que frequência?
- Qual é o seu objetivo com o tratamento?
Nutrição
O recordatório de um dia normal vale mais que qualquer tabela preenchida de memória. Intolerância, suplemento e funcionamento do intestino desenham o que é seguro prescrever, e a história de dieta anterior mostra o que já falhou com aquela pessoa antes de você repetir a receita.
- Peso atual, altura, circunferência abdominal e peso habitual
- Como é um dia normal de alimentação, do café à noite?
- Quantas refeições faz por dia?
- Quanto de água bebe por dia?
- Tem intolerância ou alergia alimentar?
- Segue alguma restrição por escolha ou religião?
- Usa suplemento? Quais?
- Come fora de casa quantas vezes por semana?
- Quem cozinha na sua casa?
- Como está o funcionamento do intestino?
- Tem azia, refluxo ou gases com frequência?
- Já fez dieta antes? O que aconteceu depois?
- Como está o sono?
- Come por ansiedade ou em momentos de estresse?
- Qual é o seu objetivo com o acompanhamento?
Psicologia
A primeira pergunta é aberta de propósito: o que trouxe a pessoa até aqui, com as palavras dela. Medicação psiquiátrica e acompanhamento em curso definem se o caso pede trabalho conjunto com o médico. Sono, apetite e rede de apoio são o termômetro que você vai reler daqui a três meses.
- O que te trouxe até aqui?
- Há quanto tempo isso acontece?
- Aconteceu algo específico que fez procurar agora?
- O que você espera da terapia?
- Já fez terapia antes? Por quanto tempo, e como foi?
- Faz ou já fez uso de medicação psiquiátrica?
- Acompanha com psiquiatra hoje?
- Existe histórico de saúde mental na família?
- Tem alguma condição de saúde física em tratamento?
- Como está o sono?
- Como está o apetite?
- Com quem você mora?
- Tem com quem contar quando precisa?
- Como está o trabalho ou os estudos?
- Faz uso de álcool ou outras substâncias?
7. Consentimento e proteção de dados
O fecho da ficha. O paciente declara que as informações são verdadeiras e completas, confirma que foi orientado a comunicar qualquer alteração no estado de saúde ou no uso de medicamentos antes de qualquer procedimento, e autoriza o uso dos dados exclusivamente para o atendimento. Tem espaço para data, assinatura do paciente e assinatura do profissional.
Como usar no dia a dia
Imprima uma pilha e deixe na recepção. O paciente preenche identificação, histórico familiar e hábitos enquanto espera. Você usa o tempo da consulta nos blocos que exigem conversa: queixa principal, história da queixa e medicação.
Nos retornos, não reimprima. Passe o olho na ficha existente e pergunte apenas o que muda: mudou algum remédio, apareceu alguma doença nova, teve alguma cirurgia desde a última vez. Leva menos de dois minutos e evita a armadilha de tratar um paciente com base numa anamnese de dois anos atrás.
O papel tem um custo escondido
Ficha em papel não avisa quando está desatualizada, não cruza alergia com prescrição e não aparece na tela junto com o histórico do paciente. Se a sua clínica já passou de algumas centenas de prontuários, o armário vira o gargalo.
Para entender a lógica por trás de cada bloco e montar o modelo da sua clínica, leia o artigo como fazer uma anamnese completa. Se preferir sair do papel, veja como funciona a anamnese digital, preenchida pelo paciente antes da consulta.
Perguntas frequentes
A ficha de anamnese serve para qualquer especialidade?
Sim. Este é um modelo geral, montado com os blocos que aparecem em consultório odontológico, clínica médica e clínica de estética. Cada profissional acrescenta as perguntas específicas da sua área no campo de observações.
Preciso pagar alguma coisa para baixar?
Não. O arquivo é gratuito e o uso em clínica e consultório é livre. Pedimos apenas nome e telefone para saber quem está usando o material.
Posso imprimir e usar no papel?
Sim. O PDF está em duas páginas no formato A4, pronto para impressão frente e verso, com espaço de escrita à mão em todos os campos.
A ficha em papel atende a LGPD?
O bloco de consentimento cobre a autorização de uso dos dados, mas a guarda do papel continua sendo responsabilidade da clínica. Armário trancado, acesso restrito e descarte controlado. Em prontuário digital esse controle fica registrado sozinho.
Quanto tempo leva para preencher uma anamnese completa?
Entre oito e quinze minutos na primeira consulta, dependendo da complexidade do caso. Nos retornos, a atualização leva menos de dois minutos porque só o que mudou precisa ser revisto.
Posso adaptar o modelo com a marca da minha clínica?
Pode. O uso é livre, inclusive para adaptar campos, reorganizar blocos e imprimir com o logotipo da sua clínica no cabeçalho.
A mesma anamnese, sem armário de papel
No Santé a anamnese vai por link para o paciente preencher em casa, cai direto no prontuário e fica registrada com data e assinatura. Alergia e medicação aparecem em destaque na tela de atendimento, não escondidas na página dois de uma ficha guardada há três anos.
Sem cartão de crédito.